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Muitos pilotos brasileiros deixaram seu país após a falência da antiga Varig em 2006. Nesta época o mercado aeronáutico deixo muitos comandantes sem aviões, pois a Vasp eTransbrasil também já tinham fechado as portas. A maioria desses profissionais tinham vários anos de experiência, com treinamento em diversos tipos de aeronaves e milhares de horas voadas.

Com o mercado nacional saturado de profissionais naquela época e a oferta tentadora de emprego na China e Oriente Médio crescendo, muitos não tiveram medo de se aventurar em terras estrangeiras. A maioria dessas empresas ofereceram ótimos salários em moeda forte, benefícios como: moradia, escolas para os filhos, convênio médico e odontológico para toda família, diárias, horas extras, passagem para os pilotos, filhos e esposa viajarem, além de bônus por ano de contrato. A média de salário de um comandante de Boeing 737 na China é de U$$ 15.000,00 sendo que aqui no Brasil fica entre R$15.000,00 e 20.000,00, só que em reais.

A Emirates também recebe muitos brasileiros, que são atraídos pelos benefícios como 42 dias de férias no ano, participação nos lucros, entre outros.

O cenário atual mudou um pouco, alguns dos comandantes que partiram naquela época, acabaram voltando para o Brasil, pois vivemos um crescimento nunca visto antes e com um mercado precisando muito de pilotos experientes. O problema é que o nosso mercado ainda não é tão competitivo nos benefícios e salários oferecidos, os profissionais que já se adaptaram em outros paises não estão dispostos a voltar. O Comandante Eduardo Fonseca Melo, que voa na China a mais de 3 anos, tem mais de 14.000 horas voadas em aviões como Boeing 737 e Airbus A320, disse que só voltaria ao Brasil pela saudade da família e do país, pois o salário e benefícios que tem lá, no Brasil não conseguiria nem a metade. Segundo Eduardo, sua família já se adaptou a nova cultura, seus filhos estudam em uma escola de alto nível, mantendo contato com alunos de vários paises, além aprenderem inglês e mandarim. “Eu pretendo garantir aqui a minha aposentadoria tranquila no Brasil”, disse o Cmte Eduardo.

Para quem quer seguir carreira internacional, a dica é ter fluência na lingua inglesa, acumular horas e experiência de voo no Brasil e acompanhar as oportunidades que hoje são divulgadas em sites de empregos como Avianation eBest Aviation Jobs. Ter um bom currículo cadastrado nestes sites com certeza é uma porta de entrada, ou ficar atento a processos de seleção que acontecem aqui no Brasil mesmo, como os realizados pela Emirates.

Fonte: Mundo Aviação Brasil

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